Saúde do Cachorro: Sinais de que Algo Pode Não Estar Bem

                                    Tutora observando seu cachorro com atenção durante um momento de cuidado em casa

Quem convive todos os dias com um cachorro acaba conhecendo muitos de seus pequenos hábitos.

Sabemos como ele costuma receber a família, em que horário começa a esperar pela comida, quanto gosta de passear, onde prefere dormir e até aquele jeito particular de pedir carinho.

Por isso, algumas vezes, perceber que alguma coisa não está bem começa justamente com uma sensação difícil de explicar:

“Ele não está como de costume.”

Isso não significa saber o que o cachorro tem — e nem precisa significar.

O tutor não tem a responsabilidade de diagnosticar uma doença.

Mas conhecer o comportamento habitual do próprio cão pode ajudar a perceber mudanças que merecem atenção.

Você não precisa saber dar um nome ao que está acontecendo para perceber que alguma coisa mudou.

E observar essas mudanças também é uma forma de cuidado.

O que é “normal” para o seu Cachorro?

Nem todos os cães comem, dormem, brincam ou demonstram desconforto da mesma maneira.

Idade, porte, características individuais, rotina e estado de saúde podem fazer com que aquilo que é perfeitamente habitual para um cachorro seja diferente para outro.

Por isso, mais importante do que comparar o seu cão com outros talvez seja conhecer o padrão dele.

Ele sempre foi tranquilo ou costuma seguir você pela casa?

Normalmente termina a comida rapidamente ou come aos poucos?

Gosta de passear ou prefere atividades mais tranquilas?

Costuma subir no sofá sem dificuldade?

Bebe aproximadamente a mesma quantidade de água todos os dias?

São detalhes aparentemente simples, mas conhecer a rotina torna mais fácil perceber quando alguma coisa muda.

Mudanças de Comportamento Também Merecem Atenção

Nem todo sinal de que um cachorro está sentindo algum desconforto aparece de maneira evidente.

Um cão que normalmente procura companhia pode começar a se isolar. 

Outro pode ficar inquieto, ter dificuldade para encontrar uma posição confortável ou demonstrar irritação ao ser tocado.

Também podem ocorrer mudanças na disposição, no interesse pelas atividades habituais ou na maneira de interagir com pessoas e outros animais.

Isso não significa que toda mudança comportamental tenha origem em uma doença ou em dor. 

Existem diferentes razões para que o comportamento de um cão se modifique.

Mas justamente por isso vale evitar conclusões precipitadas — tanto pensar imediatamente em uma doença quanto simplesmente classificar a mudança como “manha”.

Quando um comportamento habitual muda de maneira importante ou persistente, essa mudança merece ser observada.

Mudanças no Apetite: Quando Prestar Atenção?

Um cachorro pode eventualmente comer menos em determinado dia sem que isso signifique necessariamente que esteja doente.

O contexto faz diferença.

O que merece atenção é uma mudança importante ou persistente em relação ao comportamento habitual — especialmente quando aparece acompanhada de outros sinais.

O cachorro pode recusar o alimento, demonstrar vontade de comer mas ter dificuldade para mastigar, deixar a comida cair da boca ou apresentar uma alteração incomum no apetite.

Por isso, além de perceber se ele está comendo, vale observar também como ele está comendo.

E Quando o Cachorro Começa a Beber Mais Água?

A quantidade de água que um cachorro bebe pode variar de acordo com fatores como alimentação, temperatura ambiente e atividade física.

Mas uma mudança persistente no padrão habitual de ingestão de água merece atenção.

Beber mais água pode acompanhar condições muito diferentes entre si. 

Isso mostra por que um único sinal não deve ser usado para tentar descobrir, em casa, qual doença o cachorro teria.

O mais útil é perceber a mudança, observar se existem outros sinais e contar ao médico-veterinário o que está acontecendo.

E há um cuidado importante: não restrinja o acesso à água para tentar “testar” o cachorro ou diminuir o quanto ele está bebendo, a menos que isso faça parte de uma orientação veterinária específica.

Vômito e diarreia: Quando o Cachorro Precisa de Atenção?

Vômitos e diarreias podem acontecer por diferentes motivos, desde alterações passageiras até problemas que exigem atendimento veterinário.

Um episódio isolado em um cachorro que continua alerta e se comportando normalmente não é necessariamente uma emergência. Mas isso não significa que todo episódio isolado seja inofensivo.

O contexto faz diferença. Além da frequência, é importante observar como o cachorro está entre os episódios e se existem outros sinais.

Quais sinais merecem maior preocupação?

Algumas situações exigem avaliação veterinária sem demora:

• Vômitos repetidos ou dificuldade para manter a água ingerida.

• Diarreia intensa ou frequente, principalmente quando o cachorro também apresenta fraqueza, fica muito quieto ou perde o interesse pelas atividades habituais.

• Presença de sangue no vômito ou nas fezes.

• Dor abdominal, barriga muito distendida ou desconforto evidente.

• Piora rápida do estado geral, especialmente quando o cachorro apresenta dificuldade para ficar em pé ou responder normalmente ao ambiente.

• Suspeita de ingestão de objetos ou substâncias potencialmente tóxicas.

Atenção: se o cachorro apresentar o abdômen muito distendido e tentar vomitar repetidamente sem conseguir, procure atendimento veterinário imediatamente. Essa combinação pode indicar uma emergência abdominal.

Filhotes, cães idosos e animais com doenças preexistentes merecem atenção especial, pois podem ser mais vulneráveis às consequências da perda de líquidos e de determinadas doenças.

O que fazer ao perceber esses sinais?

Observe quando os episódios começaram, quantas vezes aconteceram e se existem outras alterações no comportamento, na alimentação ou na ingestão de água.

Essas informações podem ajudar o médico-veterinário a investigar o problema, mas não devem atrasar a procura por atendimento.

Não ofereça medicamentos humanos, antidiarreicos ou tratamentos caseiros por conta própria. Algumas substâncias podem ser prejudiciais aos cães, e o tratamento adequado depende da causa do problema.

Também não force a ingestão de água ou alimentos em um cachorro que esteja vomitando repetidamente ou apresente dificuldade para engolir. Procure orientação veterinária sobre como proceder.

O mais importante é não avaliar a gravidade apenas pela quantidade de episódios. O estado geral do cachorro e os sinais associados também precisam ser considerados.

Fezes e urina: Quais Mudanças Merecem Atenção?

Observar as fezes e a urina do cachorro pode revelar mudanças importantes em sua saúde. Não é necessário examinar cada detalhe diariamente, mas conhecer o que é habitual ajuda a perceber quando algo está diferente.

O que observar nas fezes?

Mudanças na consistência, na frequência e na aparência das fezes podem indicar que algo precisa ser investigado.

Vale prestar atenção quando o cachorro:

• Passa a evacuar muito mais ou muito menos do que de costume.

• Apresenta fezes muito ressecadas ou dificuldade para evacuar.

• Faz força repetidamente, mas não consegue eliminar as fezes.

• Apresenta sangue nas fezes ou fezes muito escuras, com aparência semelhante à de piche.

Essas alterações podem ter diferentes causas. A presença de sangue, fezes com aspecto de piche, dor ou esforço persistente sem conseguir evacuar merecem avaliação veterinária sem demora.

E quando a mudança acontece na urina?

Além da quantidade e da frequência, observe se o cachorro demonstra dificuldade ou desconforto ao urinar.

Alguns sinais que merecem atenção são:

• Urinar muito mais ou muito menos do que o habitual.

• Fazer pequenas quantidades de urina repetidas vezes.

• Demonstrar dor, choramingar ou fazer força ao tentar urinar.

• Apresentar sangue na urina.

• Tentar urinar várias vezes sem conseguir eliminar urina.

Atenção: se o cachorro tenta urinar e não consegue, procure atendimento veterinário imediatamente. A incapacidade de urinar pode indicar uma obstrução ou outro problema grave e não deve ser tratada como algo para observar até o dia seguinte.

Também é importante não confundir dificuldade para urinar com dificuldade para evacuar. Se você não conseguir identificar o que está acontecendo, procure orientação veterinária sem demora.

O papel do tutor é perceber a mudança e relatar o que observou. A identificação da causa e a escolha do tratamento dependem da avaliação do médico-veterinário.

Olhos, Ouvidos, Pele e Pelagem: Quais Sinais Observar?


Tutora observando a orelha do cachorro durante um momento de cuidado em casa

Durante o carinho, a escovação ou os cuidados de higiene, podemos perceber pequenas mudanças que nem sempre ficam evidentes à primeira vista.

Uma vermelhidão que não existia antes, uma região que o cachorro passou a coçar com frequência ou uma secreção diferente podem ser sinais de que algo precisa de atenção.

Mas nem todas essas alterações têm a mesma gravidade. Por isso, além de observar o que mudou, é importante perceber se existe dor, desconforto ou piora rápida.

Mudanças nos Olhos

Alguns problemas oculares precisam ser avaliados rapidamente para evitar complicações. Por isso, mudanças repentinas na aparência dos olhos, sinais de dor ou dificuldade para mantê-los abertos não devem ser ignorados.

Procure avaliação veterinária rapidamente se o cachorro apresentar:

• Olho muito vermelho ou inchado.

• Dificuldade para manter um dos olhos aberto, piscando repetidamente ou mantendo-o fechado.

• Dor aparente, sensibilidade à luz ou tentativa frequente de esfregar o olho.

• Alteração repentina na transparência ou na aparência do olho.

• Secreção intensa, especialmente quando acompanhada de dor ou vermelhidão.

Não utilize colírios humanos ou medicamentos que sobraram de tratamentos anteriores sem orientação veterinária. Alguns produtos podem agravar determinadas lesões oculares.

Se houver dor intensa, alteração súbita da visão ou suspeita de ferimento no olho, procure atendimento veterinário imediatamente.

Mudanças nos Ouvidos

Coçar as orelhas repetidamente, balançar a cabeça com frequência ou demonstrar desconforto quando a região é tocada são comportamentos que merecem atenção.

Outros sinais incluem:

• Vermelhidão ou inchaço.

• Odor forte ou diferente do habitual.

• Presença de secreção.

• Dor ao tocar a orelha.

Essas alterações podem estar relacionadas a diferentes problemas e precisam ser avaliadas para que o tratamento seja adequado.

Evite introduzir cotonetes no canal auditivo ou aplicar produtos caseiros. Antes de limpar os ouvidos ou aplicar qualquer medicamento, consulte o veterinário. Dependendo da causa do desconforto e das condições do ouvido, determinados produtos ou procedimentos podem agravar o problema.

Atenção: se o cachorro apresentar inclinação repentina da cabeça, perda de equilíbrio ou dificuldade para caminhar, procure atendimento veterinário imediatamente, pois esses sinais podem indicar um problema mais sério.

Mudanças na Pele e na Pelagem

A pele também pode apresentar sinais de desconforto ou alterações de saúde.

Observe especialmente:

• Coceira persistente ou muito intensa.

• Vermelhidão, feridas ou regiões inflamadas.

• Falhas na pelagem ou queda de pelos diferente do habitual.

• Caroços ou inchaços que não existiam antes.

• Mudanças importantes no odor ou na aparência da pele.

Nem toda alteração na pele representa uma doença grave. Entretanto, feridas que aumentam, coceira intensa, dor, secreção ou caroços novos merecem avaliação veterinária.

Se perceber um caroço, procure registrar quando ele foi notado e se houve mudanças aparentes. Não tente apertá-lo, furá-lo ou aplicar tratamentos caseiros.

O Cuidado Começa Pela Observação

O objetivo não é transformar cada momento de carinho em uma inspeção de saúde.

É durante os momentos comuns do dia que aprendemos a reconhecer os hábitos do nosso cachorro: como ele costuma comer, brincar, descansar e reagir à nossa presença.

Quando algo muda, essa familiaridade pode ajudar a perceber sinais que passariam despercebidos. Anotar o que aconteceu, quando começou e como o cachorro se comportou pode fornecer informações úteis ao veterinário, mesmo que ainda não saibamos o motivo da alteração.

O Jeito de Respirar Merece Atenção Especial

Depois de correr, brincar ou em determinadas condições de calor, um cachorro pode ficar ofegante.

Isso é diferente de perceber que ele está tendo dificuldade para respirar.

Respiração com esforço, dificuldade respiratória evidente, alteração importante na coloração das mucosas, fraqueza intensa ou perda de consciência são situações que não devem ser tratadas apenas como algo para “observar até amanhã”.

Problemas respiratórios importantes podem representar uma emergência.

Nessas situações, o mais seguro é procurar atendimento veterinário imediatamente.

O Jeito de Andar Também Pode Dizer Alguma Coisa

Tutora caminhando com seu cachorro e observando sua movimentação durante o passeio

Nem sempre um cachorro com dor vai chorar.

Às vezes, a mudança aparece no movimento.

Ele pode começar a mancar, demorar mais para se levantar, evitar escadas, deixar de pular no sofá, caminhar mais devagar ou não querer realizar uma atividade que anteriormente fazia com facilidade.

Mancar, por exemplo, é um sinal, e não uma doença específica.

A causa pode estar em diferentes estruturas e condições e precisa ser avaliada adequadamente.

O que o tutor pode oferecer ao veterinário é uma informação preciosa:

“Ele não caminhava assim antes.”

Como Saber Se Meu Cachorro Está Sentindo Dor?

Essa talvez seja uma das dúvidas mais difíceis para quem convive com cães.

A dor nem sempre se apresenta da maneira que imaginamos.

Além de choramingar ou vocalizar, um cachorro com dor pode apresentar alterações na postura, movimentação, atividade, apetite, sono, interação ou comportamento.

Pode ficar inquieto ou, ao contrário, mais parado.

Pode evitar ser tocado em determinada região.

Pode deixar de realizar movimentos que anteriormente faziam parte de sua rotina.

Pesquisas veterinárias brasileiras utilizam justamente aspectos comportamentais, além de outros parâmetros, na avaliação da dor em cães. 

Também existem instrumentos de avaliação nos quais informações fornecidas pelos próprios tutores ajudam a mensurar como a dor interfere na vida do animal.

Isso não significa que o tutor deva decidir sozinho se existe dor ou qual é sua causa.

Significa que a mudança percebida em casa pode ser uma informação clínica importante.

E Então Chegam os Cães Idosos

Tutora fazendo carinho em cachorro idoso durante um momento tranquilo de cuidado

Com o passar dos anos, algumas coisas realmente mudam.

O ritmo pode diminuir.

Os passeios podem ficar mais tranquilos.

O cachorro pode dormir mais e precisar de adaptações na rotina e no ambiente.

Mas existe uma diferença importante entre envelhecer e viver com desconforto ou dor.

A osteoartrite, por exemplo, é uma condição crônica capaz de afetar mobilidade e qualidade de vida e é especialmente relevante em cães idosos. 

Pesquisas veterinárias brasileiras também estudam formas de avaliar e controlar a dor associada a essas condições.

Por isso, não é porque um cão envelheceu que toda dificuldade para levantar, caminhar, comer, dormir ou participar da rotina deve automaticamente ser considerada “coisa da idade”.

Algumas mudanças merecem investigação e, dependendo da causa, pode haver maneiras de proporcionar mais conforto e qualidade de vida.

Envelhecer muda o ritmo de um cão, mas não significa que todo desconforto deva ser considerado simplesmente parte da idade.

Para entender melhor as mudanças que acompanham o envelhecimento e os cuidados que podem ajudar nessa fase, leia também nosso artigo “Cachorro Idoso: Mudanças e Cuidados”.

Quando Procurar o Veterinário?

Nem toda mudança no comportamento ou na saúde de um cachorro representa uma emergência. Mas isso não significa que seja necessário esperar vários dias para descobrir se ele vai melhorar sozinho.

O que ajuda a avaliar a situação é observar a intensidade dos sinais, há quanto tempo começaram, se estão piorando e como o cachorro está se comportando.

Algumas situações exigem atendimento imediato. Dificuldade para respirar, perda de consciência, convulsões prolongadas ou repetidas e incapacidade de urinar são exemplos de sinais que não devem esperar por uma consulta de rotina.

Outras alterações também merecem avaliação veterinária sem demora, mesmo quando o cachorro continua acordado e consegue caminhar. É o caso de vômitos repetidos, dificuldade para manter água, dor importante, sangue nas fezes ou na urina, alterações oculares dolorosas e mudanças acentuadas na disposição.

Filhotes, cães idosos e animais com doenças preexistentes podem precisar de atendimento mais rápido, pois determinadas alterações podem representar riscos maiores para eles.

O que observar antes da consulta?

Se for possível fazer isso sem atrasar o atendimento, algumas informações podem ajudar bastante o médico-veterinário:

• Quando os sinais começaram e com que frequência aparecem.

• Se a alteração está melhorando, piorando ou permanece igual.

• Como estão o apetite, a ingestão de água, as fezes e a urina.

• Se houve mudanças recentes na alimentação, na rotina ou no ambiente.

• Se o cachorro utiliza medicamentos ou teve acesso a alguma substância potencialmente tóxica.

• Se existem outros sinais acontecendo ao mesmo tempo.

Quando a alteração envolve movimentos, episódios intermitentes ou comportamentos difíceis de descrever, uma fotografia ou um vídeo curto, registrado com segurança, também pode ser útil.

Essas informações não substituem o exame clínico, mas ajudam o veterinário a compreender o que aconteceu antes da consulta.

O mais importante é não adiar a busca por atendimento para conseguir registrar todos os detalhes. Se o cachorro apresenta sinais graves ou piora rapidamente, a prioridade é procurar assistência veterinária.

Quais Sinais Podem Indicar Uma Emergência?

Algumas alterações na saúde de um cachorro podem representar risco à vida ou provocar consequências graves se o atendimento for adiado.

Além dos sinais mencionados anteriormente, existem outras situações que exigem atenção imediata:

• Sangramento intenso: especialmente quando não para ou está acompanhado de fraqueza.

• Traumas graves: como atropelamentos, quedas importantes ou acidentes, mesmo quando não existem ferimentos visíveis.

• Abdômen muito distendido: principalmente quando o cachorro apresenta inquietação, dor ou tenta vomitar sem conseguir. Essa combinação pode indicar uma emergência abdominal.

• Fraqueza extrema ou incapacidade repentina de ficar em pé: especialmente quando surge de maneira súbita.

• Mudanças importantes na cor das gengivas: gengivas muito pálidas, azuladas ou acinzentadas podem indicar problemas graves de circulação ou oxigenação. Se perceber uma dessas alterações, procure atendimento veterinário imediatamente.

• Suspeita de intoxicação: mesmo que o cachorro ainda não apresente sintomas evidentes.

Esta lista apresenta alguns sinais de emergência, mas não contempla todas as situações possíveis. Uma piora rápida do estado geral ou uma mudança importante na capacidade do cachorro de responder ao ambiente também exige atendimento veterinário imediato.

O Que Fazer Enquanto Procura Atendimento?

Se houver suspeita de emergência, entre em contato com um serviço veterinário de urgência e siga as orientações recebidas.

Evite oferecer medicamentos, alimentos ou tratamentos caseiros por conta própria.

Se o cachorro estiver com dificuldade para respirar, procure mantê-lo tranquilo e evite esforços ou manipulações desnecessárias durante o transporte.

Em caso de trauma, movimente-o com cuidado, evitando agravar possíveis lesões.

Não espere os sintomas desaparecerem para decidir procurar ajuda. Em uma emergência, a rapidez do atendimento pode fazer diferença para a saúde e a vida do cachorro.

E Se Houver Suspeita de Intoxicação?

Se houver suspeita de intoxicação, aja rapidamente. 

Produtos de limpeza, medicamentos, plantas, alimentos e outras substâncias podem provocar intoxicações, e aquilo que é seguro para pessoas nem sempre é seguro para cães.

Se houver suspeita de que o cachorro ingeriu ou teve contato com alguma substância potencialmente tóxica, procure orientação veterinária o mais rápido possível.

Sempre que for possível e seguro, informe qual foi a substância envolvida — ou leve a embalagem ou o rótulo do produto — e tente informar aproximadamente a quantidade e o horário em que ocorreu a exposição.

Não provoque vômito e não ofereça medicamentos ou receitas caseiras sem orientação profissional. 

A conduta adequada depende da substância envolvida, da quantidade, da forma de exposição e das condições do animal.

Check-ups Também Fazem Parte do Cuidado

Nem todo problema começa com um sinal evidente em casa.

Por isso, cuidar da saúde não significa procurar o veterinário somente quando o cachorro parece doente.

O acompanhamento preventivo permite avaliar aspectos como peso e condição corporal, boca e dentes, pele, coração, mobilidade e outras questões de acordo com idade, histórico e características individuais.

A frequência das consultas e a necessidade de exames não precisam ser iguais para todos os cães. 

Isso pode ser definido junto ao médico-veterinário conforme cada fase da vida.

Saúde e bem-estar também caminham juntos. O CRMV-SP destaca que o bem-estar animal envolve reduzir sofrimento físico, comportamental e psicológico, reforçando que olhar para um animal saudável vai além de simplesmente verificar a ausência de uma doença aparente.

Cuidar da Saúde não Significa Procurar Doenças o Tempo Todo

Também não queremos transformar a convivência com nossos cães em uma vigilância permanente.

A maior parte do tempo pode simplesmente ser vivida.

Passear.

Brincar.

Descansar juntos.

Dar carinho.

Dividir a rotina.

Observar o cachorro faz parte dessa convivência — não precisa nascer do medo.

Algumas alterações serão percebidas pelo tutor.

Outras poderão ser identificadas durante uma avaliação veterinária.

As duas coisas se complementam.

O sono também faz parte dessa observação. Se você tem dúvidas sobre o tempo que seu cachorro costuma dormir, confira nosso artigo “Cachorro Dorme Muito? Quantas Horas de Sono São Normais Por Dia?”.

Você Conhece o seu Cachorro Melhor do que Imagina

Talvez você não saiba avaliar uma articulação, interpretar um exame ou identificar a causa de uma alteração.

E não precisa saber.

Esse é o trabalho do médico-veterinário.

Mas existe uma informação que somente a convivência diária consegue oferecer com tanta riqueza:

como aquele cachorro costuma ser quando está bem.

Você sabe como ele olha para você.

Como caminha pela casa.

Como espera pela comida.

Como pede carinho.

Como dorme.

Como brinca.

E é justamente por conhecer todas essas pequenas coisas que, algumas vezes, você será a primeira pessoa a perceber que algo mudou.

Cuidar da saúde de um cão não significa viver procurando doenças. 

Significa conhecê-lo tão bem que, quando alguma coisa mudar, você consiga perceber que talvez ele esteja precisando de ajuda.

Nem sempre teremos todas as respostas, e tudo bem. O importante é oferecer atenção, cuidado e procurar ajuda profissional quando necessário.

Porque cuidar de um cachorro também é isso: estar presente nos dias de brincadeira, nos momentos tranquilos e naqueles em que ele mais precisa de nós.

Afinal, quem faz parte da família merece ser cuidado com todo o amor que essa companhia desperta. 🐾❤️

Obrigada pela companhia e volte sempre. Será muito bom ter você por aqui novamente. 



Aviso Importante

Este artigo tem caráter exclusivamente informativo e foi elaborado com base em referências veterinárias e científicas. Os sinais apresentados podem estar associados a diferentes condições de saúde e não permitem identificar, por si só, a causa de um problema.

O conteúdo não substitui consultas, exames, diagnósticos ou tratamentos realizados por um médico-veterinário. Se o cachorro apresentar sinais graves, piora rápida ou suspeita de emergência, procure atendimento veterinário imediatamente. Não utilize medicamentos ou tratamentos caseiros sem orientação profissional.

Fontes e Referências

Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) — Alerta sobre os riscos de tratamentos caseiros para animais

https://www.cfmv.gov.br/cfmv-alerta-sociedade-sobre-os-tratamentos-caseiros-para-animais/comunicacao/noticias/2019/06/06/

Conselho Regional de Medicina Veterinária de São Paulo (CRMV-SP) — Bem-estar animal e prevenção do sofrimento

https://crmvsp.gov.br/comissao/bem-estar-animal/

VCA Animal Hospitals — Emergências em cães: sinais de alerta e quando procurar atendimento

https://vcahospitals.com/know-your-pet/common-emergencies-in-dogs

VCA Animal Hospitals — Problemas oculares em animais: sinais que exigem avaliação rápida

https://vcahospitals.com/urgent-care/health-concerns/eye-issues

Manual Veterinário Merck — Obstrução urinária em cães e gatos: sinais e riscos

https://www.merckvetmanual.com/urinary-system/noninfectious-diseases-of-the-urinary-system-in-small-animals/obstructive-uropathy-in-dogs-and-cats

Manual Veterinário Merck — Vômitos em cães: causas e sinais que merecem atenção

https://www.merckvetmanual.com/dog-owners/digestive-disorders-of-dogs/vomiting-in-dogs

Associação Americana de Hospitais Veterinários (AAHA) — Diretrizes de cuidados preventivos para cães em diferentes fases da vida

https://www.aaha.org/resources/life-stage-canine-2019/life-stage-canine-2019-2/


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